Amigos leitores,


Fazem 71 dias que não mando notícias por que fazem exatos 71 dias que eu tive que ir às últimas consequências para darmos continuidade com esse projeto, quando fiquei com apenas 150 reais na conta após ter feito o lançamento da segunda edição do livro e do game-kit na terceira edição da Campus Party em Brasília, cidade onde este projeto começou em 2013, numa imperdível oportunidade de realizarmos o experimento do leilão de gamificação de negócios de forma épica, de dentro no Estadio Nacional Mané Garrincha. Para poder realizar esse sonho eu vendi meu carro e investi o capital em formar uma equipe e adquirir equipamentos e materiais para participação no evento e lançamento da marca a partir daí. Este foi então, oficialmente, o momento em que saltei no temido Vale da Morte que é o período em que uma nova empresa precisa operar e sobreviver no negativo até alcançar o seu ponto de equilíbrio financeiro.

O lançamento foi um sucesso no sentido de posicionamento de marca como um lançamento internacional, mas não teve sucesso em gerar vendas suficientes para eu alcançar a sustentabilidade financeira da operação das atividades do Instituto #AJOGADA com pesquisa e jornalismo da cidade de Brasília. Coisa que sempre acontece com os empresários da região quando um novo governo reduz, ou cessa totalmente, os gastos no plano federal ou distrital, como passou a acontecer nos dois este ano.

A situação foi se agravando até o ponto do tudo ou nada. E parece que é somente quando a gente chega nesses pontos que a gente toma coragem de realmente ousar.

Então no dia 16 de setembro embarquei pra São Paulo à convite de um amigo que me ofereceu somente bancar minha passagem e alimentação para eu participar da organização de um espaço de coworking em São Paulo. Isto não ajudaria a pagar meus boletos do cartão, mas era uma oportunidade de cavar outras oportunidades de negócios num mercado muito maior que o DF, que é o Estado de São Paulo.



Eu já havia morado em São Paulo por uns meses em 2011, mas não me canso de me impressionar em como São Paulo é gigante, como um país inteiro – maior do que a Argentina – dentro do Brasil.

Em um raio de somente 200km de extensão entorno da capital, encontramos de polos de indústria automotiva e aeroespacial, em São José dos Campos, um dos 4 únicos centros de fabricação de aviões no mundo, até um dos mais modernos e potentes aceleradores de partículas do mundo hoje, em Campinas, o Sirius, no Laboratorio Nacional de Luz Síncrotron, LNLS.

Então, o Estado de São Paulo é sozinho uma pequena potência, mas também a maior potência, tecnológica e industrial do hemisfério sul, e talvez de todo o mundo tropical. Semelhante à uma rica Singapura em contraste com a miserável Indonésia ou à Hong Kong, em contraste com a pobre e populosa China dos anos 90. Então, não há melhor lugar nesta metade do mundo do que São Paulo para quem quer mudar o mundo.

Aqui conheci e formei uma equipe com outros empreendedores e empresários para desenvolver um projeto que eu detalho na segunda metade do meu livro, que é o Agri-dólar. Um deles, Klauss Roedel, havia acabado de vender sua parte em uma empresa de e-commerce de cogumelos por ele fundada, e me convidou para desenvolver um laboratório de gamificação rural do Instituto #AJOGADA numa propriedade de sua família num sítio em Mogi das Cruzes, a 100km da capital, como um investimento de P&D de sua nova empresa de e-commerce também ligada à área de agricultura orgânica e agroecológica: a Pin-dorama.com, que nasceu de uma consultoria com o sistema #AJOGADA e que já está operacional desde esta semana entregando cogumelos no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com outro empresário da área de comunicação, Rafael Lopes, começamos a registrar nosso processo de desenvolvimento de negócios para a produção de novos conteúdos e criação de uma agência de notícias sobre negócios, a #AJOGADA News, que vai produzir conteúdo para investidores do Brasil e exterior, com o objetivo de conseguirmos os recursos e parceiros para apresentarmos este projeto em Tóquio, na ocasião dos jogos olímpicos de 2020.

Mas até que ele estivesse formatado, não podíamos divulgar o que estava ainda em formação, por isso o nosso silêncio nos últimos dois meses. Mas o projeto já começou a ser implementado e para isso estruturamos um escritório na casa do Klauss em Mogi usando a gamificação para planejar o projeto de intervenções e investimentos que desenvolveremos no sítio, com uma nova agenda editorial de jornalismo, produção de eventos e formação de alunos certificados pela metodologia #AJOGADA. É daqui que agora funciona nossa redação e agência de projetos e oportunidades de negócios. A mistura foi tão boa que, com dois meses, o Rafael já estava trazendo a esposa e seus dois filhos pequenos que viviam há 2 mil km para se juntar à esta aventura de desenvolvermos nossos negócios juntos.

Então agora vamos voltar a entregar diariamente às 14h um clipping das notícias mais relevantes do dia, e outro às 21h com comentários e análises sobre o panorama estratégico de negócios para as famílias, empresários e investidores brasileiros entenderem e navegarem pelas águas turbulentas e confusas desta virada para a segunda década do século XXI.

E vamos realizar mais encontros virtuais com maior frequência. Esta quinta feira teremos o próximo às 21h pelo Instagram @ajogada ao vivo, onde o Klauss vai relatar um pouco de sua experiência como aluno da formação de playmasters do sistema #AJOGADA.

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Mas com este e-mail gostaria de compartilhar com vocês esta vivência que comprova uma tese que atravessa todo o meu livro: a de que o capital imaterial vale mais que o capital material. Por que com o livro publicado, e o kit de ferramentas, eu não demorei praticamente nada para encontrar um investidor que sozinho pode garantir definitivamente a sustentabilidade da operação do meu instituto. Com o meu conhecimento funcionando como um software, podemos potencializar o hardware existente no seu sítio com um laboratório de gamificação de administração rural, o setor que atualmente puxa o PIB brasileiro.

Pra representar melhor o que estou tentando dizer: meu sonho sempre foi me aposentar indo morar num sítio pra plantar minha própria comida e viver na companhia de pessoas legais da minha tribo. Com 32 anos, posso dizer que já comecei a viver meu sonho. E já comecei a perseguir outro: montar o primeiro laboratório de gamificação da administração rural do planeta.

Pra quem falava: “Pra que você vai escrever um livro? Ninguém no Brasil lê! Faz logo concurso público!” mando esta fotografia com a resposta.

Pra viver isso:



Forte abraço!

Rodrigo Arantes
Analista de Negócios Criativos
Fundador do Instituto #AJOGADA™

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