Você já se perguntou sobre por que algumas empresas e marcas morrem, enquanto outras permanecem existentes por séculos? Ou por que alguns artistas são esquecidos e outros são lembrados por séculos? E também porque alguns impérios se erguem e colapsam e outros permanecem por séculos? A teoria de Homo Ludens (de Johan Huizinga) também dá um modelo existencial para encontrar seu lugar na existência.

Se tentássemos pensar o desafio da existência como um jogo, no qual os menos qualificados são eliminados da existência e aqueles com mais habilidade são selecionados para gerar uma nova geração, então, a habilidade de sobreviver deve ser chamada de “competência existencial”, enquanto a extinção de sinal de “incompetência existencial” ou mesmo “preguiça existencial”.

Assim, a lei de Darwin poderia ser resumida em extinção dos menos competentes em existir e sobrevivência dos mais competentes em existir. O Universo poderia ser considerado um jogo naturalmente seletivo em que os melhores conjuntos de DNA são selecionados para a evolução e os piores extintos. Aqueles que são mais brincalhões e os que alcançam o mais alto nível de habilidade, liberdade e desapego de sua inércia existencial (preguiça e medo) são aqueles que são os mais capazes de mudar constantemente, aprimorar os seus comportamentos, aprender e, assim, evoluir e encontrar, performar ou conquistar seu merecido lugar na existência.

A corrupção poderia ser chamada de traição da própria Natureza, enquanto a disrupção de inovação, a evolução para um novo nível de harmonia com a própria Natureza.

Boa e má moralidades, como lealdade ou deslealdade à própria natureza. E o segredo da existência: existir de propósito. Quanto mais intensamente e propositalmente alguém puder viver e fazer suas coisas, mais bela e excitante será a sua existência. O certo: ser você mesmo. A coisa errada: fingir ser quem não é e tentar ser outros.

O triunfo na existência poderia ser chamado de transcendência da existência física em uma metafísica (do gene ao meme), atingindo a imortalidade, tornando-se um símbolo e prevalecendo ao longo do tempo. O fracasso na existência poderia ser chamado viver uma vida vazia e sem sentido, vergonhosa, feia, covarde, mentirosa, ridícula, triste e nojenta.

Para causar efeito sobre a existência, todos buscam uma causa que preencha sua existência e motiva sua luta: família, arte, justiça, ciência, meio-ambiente, religião e pátria são tipos de coisas pelas quais muitas pessoas escolhem lutar. O poder (força) para existir vem do poder (voltagem) desta causa para mover o coração de alguém na permanente ambivalência da vida e estado dual de guerra e atuação na existência.

Eu luto, logo, existo. Se eu não lutar, sou eliminado. Se eu penso sobre a minha luta, posso ser mais estratégico.

Então eu penso,
Logo, existo.

Uma hierarquia de motivações de causas nos motiva a lutar. Eles poderiam ser resumidos em ir do poder ao conforto para status e singularidade, nesta ordem.

Porém, eles fluem na ordem (maslowiana) de querer e acumular poder para ter conforto, status e então desistir do status pela singularidade. Isso significa que ele vai do poder ao saber, Sofia, porque o poder leva a experiências que, positivas ou negativas, criam dados e tornam-se conhecimentos, e este torna-se sabedoria. Alguém que possui um poder também pode perdê-lo, mas alguém que aprende e atinge a singularidade se torna poder.

Por isso, o assunto mais importante da filosofa deveria ser a relação do homem com o poder, porque gostamos dele, e como podemos usá-lo com sabedoria, e não como um suicida.

Fonte: capítulo 9.12 do livro A Jogada – Sabedoria dos Jogos para a Nova Geração de Gestores

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