Defasagem de modelo e pandemia põe em xeque gestores do setor da educação com queda violenta de matrículas durante pandemia. Poucos setores estão sofrendo um choque tão violento com os efeitos da pandemia de COVID-19 quanto o setor da educação superior:
Notícias recentes trazem um dado da Semesp de que houve queda de 56% no número de novos alunos matriculados.
Mas, como se não bastasse o rombo financeiro que este evento criou, este choque na verdade reflete um novo normal que já vinha se aproximando ano após ano e que veio para ficar.
Passada todas as ondas da pandemia, e mesmo com várias vacinas chegando ao mercado, é quase impossível imaginar estes números voltando ao que eram antes, pois os estudantes e suas famílias estão agora muito mais informados das possibilidades que existem de educação a distância, e suas vantagens de economia e flexibilidades. Tendência que ano após ano já vinha se aproximando, tendo quase dobrado de 2016 até hoje, mas que em 2020, pode ter alcançado o “breaking point”.
Prevendo isso, o Instituto #AJogada cerca de um mês antes que esse dado fosse publicado, teve a iniciativa de procurar uma entidade representante do setor a ANUP (Associação Nacional de Universidades Particulares) propondo a realização de uma parceria para pesquisa de diagnóstico sobre os impactos do trabalho remoto no setor, na intenção de gerar com estes dados um curso gratuito de boas práticas com trabalho e estudo remoto aplicando a gamificação. Mas apesar da nossa insistência e vários contatos com representantes por e-mail e whatsapp, não tivemos uma resposta final da entidade.
Este fato simbólico nos oferece ainda mais um diagnóstico inevitável sobre este setor, que é a dificuldade dos gestores de entenderem a gravidade da situação em que se encontram, e principalmente, de aprender com as novas gerações como usar as novas mídias e as novas linguagens que caracterizam o século XXI. Haverá espaço no futuro para escolas que não aprendem? Se tivéssemos tido a colaboração da ANUP estes dados e este curso já poderiam estar disponíveis para os gestores da educação superior no Brasil se orientarem na tempestade. Mesmo assim, o Instituto #AJogada ainda está tentando realizar esta pesquisa sozinho e tem dados de boas práticas a compartilhar com os gestores do setor caso consiga juntar dados suficientes e para participar, basta preencher este formulário.
No entanto, infelizmente o Instituto não pode salvar instituições que não querem se salvar da grande extinção em massa que aguarda por este setor. Cabe aos seus gestores a decisão lógica e estratégica de ler a realidade ao seu entorno e reformular seu modo de alcançar e interagir com seus clientes, mas principalmente, resgatar o propósito da educação que vinha se concentrando na mera transferência burocrática de informações, avaliações, e no final, um diploma, para agora focar na formulação de um desafio de capacitação profissional que faça sentido para a vida dos seus alunos.
Para isso, o Instituto oferece como referência o seu modelo de formação EAD que já formou duas turmas de consultores certificados como Playmasters, ou seja, mestres de RPG corporativo capacitados a resolver problemas gerenciais em qualquer setor. O curso, que tem 7 módulos, termina com uma banca avaliadora onde o aluno apresenta seu projeto final na forma de um produto, projeto, ou plano de negócios que soluciona algum problema real, replicando assim o ciclo completo de uma experiência acadêmica real em menos de 2 meses, porém, produzindo resultados eventualmente superiores no sentido de gerar no aluno uma auto-empregabilidade maior que a vasta maioria dos cursos acadêmicos disponíveis nas redes privadas ou públicas de hoje. O setor está, em sua maioria, vendendo diplomas, e não habilidades reais.
Mas além disso, o nosso modelo oferece um “jogo” de bolsas de créditos que chamamos de Banco do Conhecimento:
O aluno tem 10 opções de preços de matrículas para pagar, de 250 a 2500. O restante que ele não pagar será computado como créditos com o ecossistema do Instituto. Quando os resultados da aplicação da metodologia vierem, o aluno pode pagar e assim desbloquear seu certificado com o direito de receber comissão pelas matrículas de novos alunos que ele trouxer para o ecossistema, e o Instituto certifica o mercado de que aquele profissional é um bom pagador, e não apenas acessou o conhecimento e foi embora.
Deste modo, o Instituto consegue, a cada turma aberta, se capitalizar de recursos financeiros e recursos humanos com o advento de um sistema financeiro interno, tal qual algumas criptomoedas estão fazendo, com a tecnologia da criptografia. Mas no nosso caso, o lastro está no nosso capital científico que hoje conta com um time de consultores tão craques, que inclui até uma pós doutora da UFMG, e veterana da área da educação, que há 5 anos utiliza a nossa metodologia para coordenar um evento científico virtual sobre linguística, e que se tornou o maior do mundo em sua área hoje, com mais de 43 mil visitantes e cerca de 3.500 participantes. Baixe a tese dela sobre esta experiência aqui.
Outro dos nossos consultores, Júlio Santos, começou usando #AJogada para fazer o planejamento de aulas e com a decorrente amplificação da sua capacidade de gestão hoje trabalha em sub-secretaría que coordena as estratégias de EAD para 220 mil alunos de um Estado inteiro da federação, o Rio Grande do Norte.
“A mandala metafísica #AJogada é um verdadeiro vórtice de abertura para o desbloqueio da criatividade. Confesso que me tornei outra pessoa depois do advento dessa ferramenta na minha vida: antes de conhecê-la e aplicá-la nas minhas atividades profissionais, meu fluxo criativo era bastante limitado, assim como minhas percepções sobre a realidade. Utilizo a mandala há 5 anos, tendo já testificado o quão poderosa é essa ferramenta. Como resultado das experiências acumuladas através das aplicações dessa mandala, adquiri a capacidade de perceber, de modo quadrimensional, a realidade complexa das coisas, tendo autodesenvolvido uma visão abundante no que tange as possibilidades de solução para lidar com problemas de natureza complexa.” Diz Júlio Santos sobre a nossa metodologia.
Muito em breve, as escolas não serão mais escolas, serão incubadoras, aceleradoras, provocadoras da genialidade, quando aprenderem a brincar de Banco de Conhecimento, e criarem suas próprias fichas de jogar.
Seremos também culturalmente mudados quando passarmos a aprender o real valor do trabalho, do conhecimento e o valor de um mestre, quando o processo de conquista do conhecimento for gamificado com a mesma mecânica com que funciona o mundo e o mercado.
Seremos escolas onde o diploma em si, pouco importa, o que importa é a capacidade de jogar neste ecossistema e equilibrar ativos e passivos, mas primeiro, aprenderemos isso com fichas de mentirinha.
Não há outro caminho para a educação na era das fintechs, e num país que alguns dizem hoje ser o país das fintechs, ganhando até mesmo de países como o Japão, que é potência financeira e tecnológica. Em breve a educação também será feita de fintechs.
E eu acredito que aí se encontra a melhor oportunidade da nossa geração de mudar de vez o Brasil pra melhor. Se esse modelo se espalhar, seremos uma nação desenvolvida talvez em, no máximo, 20 anos. Seremos capazes de dar educação para todos e geraremos empregos para todos.
Lá atrás, no surgimento da academia, Sócrates, de acordo com Platão, dizia que as cidades somente serão justas quando os reis forem filósofos ou os filósofos forem reis.
Então, nos nossos tempos de capitalismo da informação e de economia do conhecimento, precisamos entender que só veremos um capitalismo justo quando os bancos forem comandados por filósofos, ou quando os filósofos fundarem bancos.
Parece que vinte e cinco séculos depois, chegou a hora do sonho de Sócrates se realizar. E tendo como palco para isso, o Brasil.
Abaixo um video onde analiso mais o tema: