“É por isso que o Brasil não vai pra frente!”
Você já deve ter ouvido esta dramática frase que, embora livre de contexto seja pouco, mas sua repercussão já diz muito sobre uma das questões que tem promovido mais debates entre os economistas brasileiros, debates que escondem questões de uma natureza profunda que poucos economistas tem a competência ou versatilidade para saber navegar.
Mas neste artigo vamos revelar a resposta (segundo a Teoria dos Jogos) para a questão levantada por esta frase: por que o Brasil ainda permanece subdesenvolvido?
O que pode estar bloqueando o nosso progresso?
Seríamos nós o nosso próprio obstáculo?
A teoria que você verá abaixo foi mais aprofundadamente apresentada no livro A JOGADA – Sabedoria dos Jogos para os Gestores da Nova Geração, que você pode baixar gratuitamente no nosso canal no Telegram, cujo link você encontrará no fim do artigo. E sem mais delongas, uma boa leitura.
Ludoexistencialismo – A Sobrevivência do Melhor Jogador
Você já se perguntou sobre por que algumas empresas e marcas morrem, enquanto outras permanecem existentes por séculos? Ou por que alguns artistas são esquecidos e outros são lembrados por séculos? E também porque alguns impérios se erguem e colapsam, e outros permanecem por séculos? A teoria de Homo Ludens também dá um modelo existencial para encontrar seu lugar na existência.
Se tentássemos pensar o desafio da existência como um jogo, no qual os menos qualificados são eliminados da existência e aqueles com mais habilidade são selecionados para gerar uma nova geração, então, a habilidade de sobreviver deve ser chamada de “competência existencial”, enquanto a extinção de sinal de “incompetência existencial” ou mesmo “preguiça existencial”.
Assim, a lei de Darwin poderia ser resumida em extinção dos menos competentes em existir e sobrevivência dos mais competentes em existir. O Universo poderia ser considerado um jogo naturalmente seletivo de grupos e indivíduos com os melhores conjuntos de DNA selecionados para a evolução. E os piores são extintos.
Aqueles que são mais brincalhões e os que alcançam o mais alto nível de habilidade, liberdade e desapego de sua inércia existencial (preguiça e medo) são aqueles que são os mais capazes de mudar constantemente, aprimorar os seus comportamentos, aprender e, assim, evoluir e encontrar, performar ou conquistar seu merecido lugar na existência.
Esta regra vale para pessoas físicas e pessoas jurídicas, ou seja, explica o princípio de seleção natural de pessoas, empresas, estados, organizações e movimentos políticos ou culturais, e para realidades micro e macro. A existência das marcas e pessoas físicas e jurídicas é determinada pelo seu saldo em um balanço entre seu “ativo existencial” menos o seu “passivo existencial”. Ou seja, uma pessoa ou uma empresa podem até ter passivos em uma área ou outra, mas se seu passivo se tornar muito maior que o seu ativo, esta pessoa ou empresa pode se extinguir.
Isto significa que até mesmo as nações do planeta podem ser ranqueadas e classificadas entre as que detém maior e menor “competencia existencial”. Pois estas são as mesmas que ocupam as posições mais altas nos rankings de renda perca capita e IDH.
E neste contexto teórico, conseguimos compreender o que se passa com o Brasil, e por que estamos há 40 anos estacionados na faixa de renda média:
A barreira existencialista invisível
No gráfico abaixo, inspirado no modelo teórico sobre psicologia do jogo do PhD em Inteligência Artificial, Richard Bartle (Copas, Ouros, Espadas e Paus), vemos o mundo organizado em 4 grupos de países que estão agrupados em 4 arquétipos que Bartle identificou observando o comportamento de jogadores em ambientes virtuais simulados.
Aplicando esta lógica à anáĺise dos países do mundos e suas características vemos como as linhas que separam estes grupos na verdade separam aqueles países que tem como característica estarem acima ou abaixo da média de renda per capita e densidade demográfica mundial, e assim identificamos os naipes que identificam suas estratégias e perfis de jogo:
Originalmente, a pesquisa de Bartle revelou quatro arquétipos principais de jogadores que ele associou aos quatro naipes de cartas:
Ouros (Realizadores): 10% do total. Foco na pontuação, e status de classificação no ranking
Copas (Socializadores): 80% do total. Se concentram em conhecer novas pessoas e fazer amizades.
Espadas (Desbravadores): 10% do total. Geeks que se concentram em explorar os princípios e detalhes da mecânica do jogo.
Paus (Predadores): menos de 1% do total. Focam em intimidar e trollar outros jogadores.
Então, as descobertas de Bartle nos revelaram que existem quatro tipos de economias particulares a quatro casos de disponibilidade de capital em cada país e nos permite fazer relações com clássicas teorias da psicologia:
- Países com alta renda per capita e alta densidade demográfica (espadas, capital simbólico / científico, Self).
- Países com alta renda per capita e baixa densidade demográfica (ouros, capital financeiro, Ego).
- Países com baixa renda per capita e alta densidade demográfica (copas, capital humano, Superego).
- Países com baixa renda per capita e baixa densidade demográfica (paus, capital imobiliário, Sombra).
Os países que estão acima são aqueles que descobriram aquilo em que são bons no sentido de serem melhores que a média. Os que estão abaixo da média, ainda não. Deste modo, eles obtém renda per capita maior do que a média mundial, enquanto os que estão abaixo, são os países que ainda não descobriram ou alcançaram excelência em atividades econômicas essenciais para a maioria do planeta.
Um país é mais desenvolvido quanto mais renda per capita e densidade demográfica ele possui. Por suas dimensões continentais, este é particularmente um problema caro ao Brasil, pois só possuímos densidade demográfica acima da média, ou seja, massa crítica, em dois estados da federação: Rio de Janeiro e São Paulo. Por isso o Brasil se encontra à direita de países como México e Estados Unidos, mas à esquerda de países como Russia, Canadá e Austrália.
Em outras palavras, descobrimos as características macro-econômicas que separam os países do “Norte Global” e do “Sul Global”, identificando um losango que define as fronteiras dos “trópicos econômicos” e o ponto central que seria o “Equador Global”, que separa os países emergentes, dos desenvolvidos e dos subdesenvolvidos. Tal como o equador geográfico é uma zona sem ventos onde os navegadores históricos enfrentavam períodos de prolongada lentidão, o equador econômico é um “triangulo das bermudas”, um “limbo” onde economias se perdem de seus destinos ao se esquecerem de quem existencialmente são.
Nosso caso não é único, e se parece com México, Turquia e Tailândia, países que atualmente, também se encontram prisioneiros da armadilha da renda média. E que pode ser explicada como a estratégia daquele aluno que estuda apenas para passar na média, pois ainda não descobriu seu talento e prazer de estudar nenhuma das matérias da escola, em específico.
Descobrir e manifestar sua excelência é algo previsto no processo da Jornada do Herói, decodificada por Joseph Campbell. E é próprio de quem conquista sua própria identidade e passa a ser dono de um capital simbólico, uma marca que as pessoas querem ter consigo, qualquer que seja o preço. Um processo que na psicologia do suíço Carl Jung ganhou o nome de individuação, um processo do tipo “conhece-te a Ti mesmo”, e seu propósito na vida e no mundo, e que caracterizam muito bem a base das economias europeias nos dias de hoje, que possuem no seu capital simbólico, cultural, arquitetônico, histórico, científico e turístico, a fundação financeira de uma das moedas mais fortes e importantes do mundo: o Euro.
E como pessoas, todos os países passam por esse processo para alcançar este patamar, sobrevivendo a crises como as que aconteceram na Europa, até que alcançasse o nível de evolução cultural e complexidade econômica que possui hoje.
Quem sabe, por causa da jovialidade, tamanho e isolamento cultural do nosso país, que é o maior país tropical do planeta, e maior país do hemisfério sul do mundo, e maior país falante do idioma português. Somos um país único pelo papel que cumprimos no cenário global e que não passou totalmente por estas crises que forjam caráter, e assim, se mantém ainda profundamente míope e inconsciente da importância do seu papel para o mundo. Um herói que ainda não descobriu sua verdadeira identidade de herói e seus poderes, pois com grandes poderes, vem grandes responsabilidades, que temos medo de abraçar.
Mas qual seria a identidade e a missão da nação brasileira?
De ‘país do futebol’ a país da gameologia
Brasileiros tem pouca noção disso, mas o papel simbólico que o Brasil cumpriu ao longo do pós-guerra foi mais ou menos de um herói, ou vanguarda, dos países de terceiro mundo. Um país heroico personificado pela história de heróis do esporte como Pelé, que apesar das cicatrizes da escravidão e colonização, personificava a alta performance de um país que realizava um milagre econômico, esportivo e civilizatório, com a construção de uma nova capital, representando uma referência para os países da América Latina e Africa, ao longo dos anos 60 e 70. Vivíamos o período mais próximo que vivemos de um “sonho brasileiro’. O Brasil não exportou apenas jogadores de futebol, mas musica do nível de bossa-nova, novelas e filmes premiados, ostentando um capital simbólico que exerce influencia sobre boa parte do mundo, até hoje.
Mas hoje, o nosso país parece ter perdido o rumo do desenvolvimento que parecia tão explosivo naquela época. O ‘desenvolvimentismo’ que sustentou o ciclo de progresso que o país viveu entre o período Vargas e a redemocratização, dos anos 30 até o começo dos anos 80, quando este sonho parece entrar num período de crise existencial e o pais parece passar a viver uma década perdida após a outra. E assiste suas grandes empresas campeãs nacionais serem dizimadas com a abertura da economia nacional. Não conseguimos forjar excelência global em quase nada, pois o país não entendeu a consequência macro-econômica de sermos um país geolocalizado ao sul do Equador. Que é o maior custo logístico para trazer sua produção aos mercados do norte e o menor mercado interno, e escala de consumo, para estruturação de uma produção local de nível de excelência global. Isto cria parte de um custo-Brasil quase invisível, e contém a nossa competitividade de um universo de potencialidades para se limitar a apenas aquilo que temos custos locais muito baixos localmente para compensar os maiores custos com logística, matando progressivamente a competitividade local das nossas indústrias, fechando empregos e colocando engenheiros para dirigir táxis tal como ex-repúblicas soviéticas.
Como efeito, o país assistiu em sequência, a partir dos anos 90, um lento processo de progressiva desindustrialização com crescimento do setor agrícola no PIB. O resultado foi que o país passou os últimos 40 anos desfazendo o que havia feito ao longo dos 50 anos anteriores, privatizando e sucateando estruturas estratégicas para o bom funcionamento do país, que assistiu com isso seus custos produtivos crescerem.
Assim, sem uma identidade que lhe inspire um motivo de orgulho, um sonho brasileiro de um ideal de país, o Brasil se entregou ao oportunismo imediatista de leiloar seu futuro vendendo os direitos de suas vantagens produtivas estratégicas, elevando seus custos produtivos e vendendo sua competitividade natural no mercado financeiro nacional e internacional, oficializando um posicionamento nacional estratégico como “eterno emergente” e “estado cliente” de outros estados maiores e mais ricos.
Mas até os últimos anos desta crise, o país não havia experimentado um período tão prolongado de retração econômica como o que vivenciou ao longo dos anos 10 do século XXI, quando curiosamente o país recebeu eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. E que em sequência, se transformaram em operações policiais que envolveram praticamente todas as granes empresas de engenharia do Brasil até alí, colocando o país numa crise política prolongada e sem precedentes, e que provocou um impeachment presidencial em 2016, e a eleição de um presidente radical em 2018, cujas posturas internacionais em relação ao meio ambiente também acabaram por afastar capitais estrangeiros do país. Como capital simbólico, nossa marca nunca esteve tão mal vista lá fora.
Mas como legados da Copa e Olimpíadas, os ‘deuses do Jogo’ também abençoaram o Brasil ao longo desta década com um legado e um conhecimento estratégico sobre a física da realidade e sobre a nossa própria importância e papel no mundo e que será o estopim de uma revolução industrial tal como as teorias de Newton foram para a Inglaterra do século XVIII
O país concluiu a construção de um dos seus projetos mais ambiciosos e equipamentos científicos mais modernos do mundo, o acelerador de partículas Sirius, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron em Campinas, São Paulo. Deste equipamento estratégico de pesquisa podem surgir as novas teorias, tecnologias e materiais que vão desbloquear o potencial de monetização dos territórios tropicais através do nano-design de materiais para a agricultura e construção civil mais adequados para as condições climáticas e territoriais brasileiras.
Mas além disso, o Instituto #AJOGADA tornou público seu método de aceleração de partículas com um hackaton de gamificação de negócios, que foi demonstrado numa sessão no evento da Campus Party BSB 3 em 2019. Onde demonstramos que é possível estruturar e abrir o capital de um empresa no tempo de uma partida de futebol, gerando com isso resultados exponenciais como os obtidos nos projetos sobre física de materiais oriundos aceleradores de partículas de todo o mundo.
Demonstramos que virtualmente seria possível produzirmos ativos do valor um estádio de futebol (<R$1.000.000.000) no tempo de uma partida de futebol (1h45m), se esta partida fosse um hackaton da metodologia #AJogada e estádio estivesse com máxima capacidade (70.000 pessoas e a CPBSB3 teve 100.000). Ou seja, poderíamos estruturar negócios que somados valeriam um unicórnio, em 1h45m. Projetos que países avançados como Alemanha conseguem produzir somente 4 ou 5 ao ano.
E para tornar este experimento e feito ainda mais simbólico, tivemos a oportunidade de fazer isso de dentro do segundo mais caro estádio de futebol do mundo, o Estádio Nacional Mané Garrincha, e na última edição e maior edição da CP antes do evento tornar-se virtual com a pandemia.
Obtivemos isto utilizando como base folhas de papel A3 com um esquema de quebra-cabeças (design original do Instituto #AJogada e batizado de Tabuleiro Sirius) que age como um meta-projeto e catalisador de decisões gerenciais, que ajuda o empresário a organizar os ativos de uma empresa de modo mais estratégico ao organizá-los em 5 níveis hierárquicos e 8 tipos de capital distribuídos entre as 5 camadas 33 casas da mandala, gerando ao final uma representação visual do valuation da empresa:
0 – Existencial (marca/capital simbólico)
1 – Estratégico (capital intelectual, capital jurídico, capital competitivo, capital humano de liderança)
2 – Tático (capital fixo, capital humano gerencial)
3 – Operacional (capital de giro)
4 – Comercial (capital de redes)
O domínio destas teorias e técnicas significam que o Brasil hoje alcançou o domínio do ciclo tecnológico da física de partículas, e como torná-la aplicável a todos os ramos da economia, mesmo os não tecnológicos. Desbloqueando os elementos necessários para uma possível renascença lúdica brasileira, exportando uma utopia brasileira e uma globrasilização, através desta linguagem de metafísica dos jogos pois a gameologia é o resultado da soma da administração com a física-quântica, e que tem como propósito catalisar a aceleração evolutiva de indivíduos, empresas e projetos. Uma autêntica administração baseada em jogos, ou seja, uma ludocracia, e uma administração também brasileira, brincalhona, criativa, e especializada em lidar com imprevistos, diferentemente da sua antecessora, a burocracia. Mas não só isso, o setor de games brasileiro vem protagonizando uma evolução épica com 100% de crescimento ao longo de 5 anos, mesmo diante de todas as adversidades criadas pela nossa economia em retração ao longo deste mesmo período.
Então, para atacar todos estes problemas com uma única estratégia mas também celebrarmos este novo Brasil que está nascendo deste momento difícil da nossa história, o Instituto #AJOGADA está criando um prêmio para a área de inovação e dedicaremos o ano de 2021 inteiramente a divulgar estas informações e promover este sistema inovador de trabalho por meio de um torneio de inovação tecnológica em escolas, escolas técnicas e faculdades, com ênfase no interior do país, e que chamaremos Giro #AJOGADA. O primeiro torneio do mundo de gamificação de negócios presente desde as escolas. E para isso, estamos formando uma rede de vantagens entre profissionais de diversas áreas para apoiar, multiplicar e certificar facilitadores da nossa metodologia pioneira de administração com princípios de jogo RPG. Neste link estão disponíveis mais detalhes sobre como sua empresa também pode participar.
Então, estamos no Brasil hoje gestando exatamente uma renascença lúdica de instituições milenares que vem desde a fundação do império romano, e que configuram material cultural que plasma uma civilização criada a partir de vários povos, originais da América do Sul e outros oriundos de várias partes do mundo, que por vários motivos convergiram para o Brasil em busca de oportunidades prometidas pelo sonho brasileiro. O novo momento financeiro que vivemos no Brasil, que promove a reciclagem de nossos capitais e modelos econômicos e estruturas gerenciais, pode estar incubando um modelo de civilização multi-étnica, uma Roma africana que serão essenciais para o futuro do continente africano e do planeta. Continente que é, ao mesmo tempo, o berço da humanidade, e da civilização, e futuro da humanidade, por suas infindáveis riquezas naturais e culturais. E que em pleno século XXI, permitimos continuar em decadência, por oportunismo de países mais ricos.
Por razão da exuberância de suas florestas, a África foi berço do homo-sapiens, mas também foi privada dos benefícios oriundos da descoberta da agricultura. Como a formulação de línguas escritas, matemática e arquitetura, que os habitantes do norte da África conseguiram dominar no Egito. Hoje, a falta desta agricultura tropical estabelecida, junto com as mudanças climáticas, contribuem para a forme e constantes guerras tribais que a Africa subsaariana enfrenta, desde sempre.
Por nossa localização geográfica, mas também por nossa constituição étnica, a história predestinou ao Brasil o papel histórico de preencher esta lacuna tecnológica milênios depois, por um missão de um Estado Nação que faz o movimento inverso daquele de descer o rio que permitiu a gênese da primeira civilização no antigo Egito. O Brasil é uma família de civilizações que se formaram da criação e ocupação de cidades na foz de rios importantes até a construção de cidades no alto dos rios. A fundação da Embrapa representa a primeira vez desde o primeiro Estado no Egito que um Estado nacional assume como meta o aperfeiçoamento da agricultura tropical, e assim, à resolução desta lacuna tecnológica milenar que mantém todas as regiões tropicais do mundo, mais atrasadas em relação às regiões de clima temperado, onde as técnicas européias de agricultura funcionam melhor, como explicam Marcel Mazoyer e Laurence Roudart, autores do livro História das Agriculturas no Mundo. Podemos constatar isso muito bem comparando os países do continente americano entre si, comparando os países da América do Sul entre si, e também os estados brasileiros entre si. Nosso presente, e futuro, depende e virão do aperfeiçoamento destas tecnologias agrícolas e financeiras e complementares ao pleno emprego do potencial dos sistemas agrícolas tropicais. E com isso o Brasil será
um dos pilares do futuro da economia global, com a divisão destas tecnologias com a Africa, contribuindo com a constituição de um agri-dólar, uma futura moeda global lastreado em commodities financiadas por FinTechs especializadas em blockchain, setor onde a economia brasileira já vem se destacando.
Tal como as costas do Brasil e Africa tem desenhos que se casam, pois já fomos um só continente chamado Pangéia no passado, isto significa que ao Brasil coube a tarefa mais importante da história da humanidade, que é o de ser a civilização que fará o movimento inverso que gerou a primeira civilização no Egito, e retornar das cidades às florestas e reconquistar o Jardim do Éden, e suas árvores do conhecimento para o homo sapiens que abandonou as florestas na busca do conhecimento. E assim encontra na floresta uma medicina indígena essencial para o futuro da civilização, doente de “cidade”, e essas tecnologias de civilização tropical para os nossos irmãos da África. Possibilidades abertas por inovações brasileiras como a Agricultura Sintrópica (ou agroflorestal) que surgiu no Brasil com o trabalho de um botânico suíço naturalizado brasileiro, Ernst Götsch, e que preenche esta lacuna tecnológica junto aquelas inúmeras inovações agronômicas tropicais promovidas pela Embrapa.
Combinados, estes elementos podem potencialmente transformar qualquer tipo de solo em floresta, e poderiam transformar o próprio Saara numa Amazônia com a combinação que um acelerador de partículas como o Sirius e que é capaz de explorar ao limite as fronteiras da física de materiais em busca de novos fertilizantes e substâncias de potencialização agrícola. Existem mais de 16 estádios legados da Copa e das Olimpíadas, que combinados com a metodologia #AJogada, poderiam transformar “elefantes brancos” em mega aceleradoras de negócios capazes de catalisar massa crítica e transformar em negócios toda a biocapacidade tropical que no Brasil ainda estamos começando a explorar, e a Africa muito menos, pois suas geografias ainda são abaladas por guerras civis e conflitos tribais milenares, que tem se intensificado com a evolução das transformações climáticas que o mundo vem vivendo.
Então, coube ao Brasil uma posição histórica curiosíssima que nos faz, mesmo, ser o país do futuro. Nós somos o elo espaço-temporal entre a modernidade e a pré-história que se encontraram na chegada dos primeiros europeus à América do Sul. E a civilização que surgiu deste encontro está protagonizando a jornada inversa da que constituiu o Egito como primeiro país civilizado do mundo. No Brasil, o homem europeu, navegador dos 7 mares, se deparou com o homem tribal neolítico que ainda praticava canibalismo e poligamia. Um país construído por esta fecundação histórica de um território com as florestas mais fechadas, exuberantes, e natureza entre as mais virgens do planeta, só poderia ser o país do futuro, pois o futuro da humanidade depende a boa gestão destes recursos naturais, e culturalmente, do choque destes mundos surgiu um novo mundo feito das características de estágios tribais e de estágios civilizados da humanidade, e só poderiam resultar na gestação desta neocivilização do futuro, capaz de harmonizar a civilização urbana com as florestas, e da qual o Brasil hoje está grávido. Poucos anos atrás, não podíamos ver isso com tanta clareza, mas a participação na economia global que o Brasil pode ter com a sua biocapacidade e tecnologias atuais, num cenário onde a população global vai crescer acima de 10 bilhões de habitantes, é potencialmente gigantesca. Se potencializada por um parque tecnológico-industrial para auxílio da mecanização desta produção e beneficiamento desta produção dentro da química fina, o Brasil tem potencial para se tornar uma das maiores e mais avançadas economias do mundo, maior até que China, Estados Unidos e Europa, com uma economia dinamizada e verticalizada pelo modelo ludo-agro-edu-fin-tech de negócios, que vai definir o Brasil do futuro, e a economia do futuro pela gamificação da educação, gamificação da administração, gamificação agricultura e gamificação das finanças que terão a capacidade de aglomerar as novas tecnologias disponíveis com as vocações geográficas e culturais brasileiras, assim como formar mais rapidamente novos tecnológos para o trabalho na cidade e no campo.
A agricultura é a base de uma economia e a base de todos os outros possíveis adventos da civilização. Que não nasceu nas regiões tropicais do mundo, embora a abundância das regiões tropicais foram férteis para o surgimento dos primeiros seres humanos. O quebra-cabeças para deflagrar o despertar do potencial gigante do Brasil, e da Africa e demais regiões tropicais, agora está revelado. Mas ainda falta uma parte essencial: jogarmos. Você vai? contato@ajogada.org
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