O Brasil tem hoje mais de 14 milhões de desempregados e o segundo menor salário mínimo da América Latina, somente perdendo para a Venezuela, que é vítima de embargo em virtude de disputas internacionais sobre o petróleo.
Ser dono da moeda que mais se desvalorizou no mundo é mais ou menos como ir a uma copa e sofrer uma goleada de 7×1.
Por mais que você não entenda de economia, do 7 a 1 você se lembra.
Só que na economia você também joga, e também é coautor destes resultados vexaminosos.
Para entendermos bem qual foi o erro dos jogadores brasileiros, precisamos entender primeiro uma lição básica sobre a economia, que é o significado moral do dinheiro.
Nosso dinheiro é representativo de um contrato que nos une como sociedade.
Como em toda sociedade, seus resultados são da proporção da honestidade entre seus sócios.
Mas dentro do sistema #AJogada, vemos que o dinheiro é apenas uma das peças deste jogo que tem várias dimensões.
Como em toda empresa, seus sócios tem direito a voto no seu conselho de acionistas.
A maneira como cada um de nós utiliza estas duas peças do jogo, o dinheiro e o voto, determina o valor das ações da nossa empresa, cujos papéis são o nosso dinheiro que usamos diariamente.
Se um conselho diretor de acionistas elege como CEO da empresa um executivo sem examinar o seu currículo e sem submetê-lo aos ritos completos de qualquer processo seletivo para uma vaga, ela dá então a este executivo carta branca para fazer o que quiser com a empresa, isto é, o seu patrimônio, e suas vidas. E terá que arcar com os erros e acertos que este executivo cometer no cargo, enquanto durar o contrato e ou este conselho não destituí-lo deste posto de comando. Uma empresa cujo conselho permite que isso aconteça pagará seu preço por este erro vendo suas ações caírem de valor perante o mercado, e assim, as remunerações de todos os seus funcionários serão menores. Uma vez cometido esse erro, não tem como a empresa e seus funcionários continuarem ganhando o mesmo depois de dar tamanha comprovação de incompetência e negligência. É por isso que a nossa moeda e os nossos salários caíram tanto. Por que demos provas de que não somos confiáveis!
No sistema #AJogada, o nosso dinheiro está representado na oitava camada, que é a camada comercial. Nosso trabalho, é representado na quinta camada. Mas entre elas existe a sexta camada. Que representa a dimensão política e o seu capital político na projeção de um profissional dentro de uma classe profissional. Portanto, o voto é a ligação entre o dinheiro e o valor do nosso tempo com o nosso currículo profissional. Em outras palavras, o voto é o que faz o elo entre os nossos valores morais e financeiros.
Ou seja, se você for um ótimo profissional, mas como cidadão votar mal, seus benefícios de ser um bom profissional podem ser anulados com políticas públicas prejudiciais à sua classe, que você mesmo votou. Isto acontece por que a política e a economia são meta-jogos (um jogo dentro de outro) e portanto, influenciam uma à outra e não podem ser separados ou desvinculados.
A classe médica, este ano, teve que aprender esta lição da pior forma imaginável.
Mas todos nós brasileiros estamos aprendendo esta lição duramente este ano, na desvalorização da nossa moeda, no corte dos salários ou no desemprego.
Como criar 14 milhões de empregos
Para solucionar todo problema precisamos primeiro tentar eliminar sua causa.
A causa da nossa negligência com a dimensão política está na sua falta deste conteúdo no currículo escolar. Logo, para mudar este cenário, precisamos agir sobre o currículo das escolas.
Muito se fala sobre as empresas fechando e extinguindo empregos.
Mas pouco se fala de como são feitos os desempregados.
E o que ninguém te contou é que os desempregados são o produto final das escolas e faculdades em boa parte do mundo hoje.
O desempregado é o estudante formado que sai ao mercado de trabalho em busca de um emprego e não encontra, pois esse mercado de trabalho contrata cada vez menos pessoas com qualificação. As pessoas acabam aceitando vagas para profissionais com menor qualificação e os salários vão ficando mais baixos e os empregos mais raros e as exigências de qualificação cada vez menores.
E assim vamos formando engenheiros para dirigir Uber, e pior, muitos engenheiros perdem seus empregos para descobrir que ganham mais fazendo Uber(!).
Este problema se deve ao excesso de dificuldades existentes na criação de novos negócios, entre elas, a formação de empreendedores. Produzimos novos desempregados mais rápido do que produzimos empregos, simplesmente, por que as escolas não estão vendendo capacidade real de produzir a sua própria renda, e sim vendendo diplomas.
Mas este problema complexo hoje pode ser corrigido de um modo muito simples, se ao longo do último ano de escola ou faculdade os alunos tiverem a oportunidade de participar de uma partida de jogo com essa metodologia.
E hoje, exatos 7 anos após a publicação da primeira versão desta metodologia em 15 de janeiro de 2014 e 6 anos após a publicação do nosso manifesto, estamos publicando um plano para distribuição desta metodologia para todo o Brasil com potencial de solucionarmos todo esse problema em menos de 1 ano. Isso mesmo, é matematicamente possível zerarmos o desemprego no Brasil este ano se seguirmos este plano. Pois gamificação é a transformação de uma meta grande em metas individuais menores que podemos dividir e premiar quando superadas. Até mesmo um número grande e cheio de zeros como 14.000.000 pode ser quebrado em números que uma pessoa sozinha conseguiria alcançar e vou provar isso a seguir.
Giro #AJogada – uma Gincana Nacional de Criação de Empresas
Em 2019 realizamos um experimento que poderia estar no livro dos recordes como metodologia mais rápida do mundo para estruturar um plano de negócios e permitir a abertura do seu capital.
Realizamos uma dinâmica que chamamos de leilão de gamificação de negócios que consistia numa sessão de jogo da duração de uma partida de futebol com até 50 participantes que recebiam um quebra-cabeças como este onde nos primeiros 45 minutos os participantes montavam seus tabuleiros até onde conseguissem e no segundo tempo iam à frente apresentar seus projetos e pleitear apoios no mercado como num grande leilão.
Fazendo isso ele pode acessar especialistas, recursos e redes de contatos para eliminar ou reduzir a necessidade de capital inicial para inciar um negócio.
No tempo de uma partida de futebol, conseguimos promover negócios reais, mas com a dinamicidade e diversão de um jogo onde o oportunidades de match ganha-ganha são promovidas entre empresas complementares é catalisado por um quebra-cabeças e onde o ciclo completo da experiência da concepção até o IPO e suas negociações pode ser vivido por um aluno dos últimos anos do segundo grau. Basta mencionar na palestra as representações de algumas das startups que desenvolvem os seus games favoritos.
Se estimarmos por baixo que cada jogador consiga criar uma empresa e atrair no mínimo mais um amigo (1+1=2) para trabalhar, então, para gerarmos 14 milhões de empregos precisaríamos realizar cerca de 140.000 sessões com 50 participantes estudantes e/ou empreendedores. Pois em cada sessão de 2h realizada, um facilitador poderia alcançar não 50 mas 100 jogadores se dividirmos com eles a meta de envolver outro amigo nas suas jogadas.
Então para realizarmos 140.000 sessões em um ano só precisaríamos de 7 mil facilitadores com habilidades em matemática e oratória.
Mas onde conseguiríamos tanta gente com este perfil?
Fácil, professores de matemática ou outras ciências exatas que moram em todas as cidades do Brasil. Por mais pobre e pequena que seja uma cidade, absolutamente toda as cidades do Brasil tem pessoas com este perfil, pois isto é uma exigência do MEC aos estados e prefeituras e passível de punições administrativas
Deste modo, basta estes facilitadores realizarem uma sessão como esta a cada 2 semanas e em 10 meses terá alcançado 2.000 jogadores. Então:
7000 facilitadores x 100 jogadores/sessão x 10 meses x 2 sessões/mês = 14.000.000
Como eu falei, leva duas horas para realizar uma sessão como esta. Um facilitador com experiência de sala de aula conseguiria ministrar duas sessões numa única tarde, podendo então facilmente ministrar até 80 sessões num mês dentro da carga horária da CLT. Mas bastam 7 mil facilitadores ministrando duas sessões ao mês para alcançarmos 14 milhões de jogadores em 10 meses. Se estes facilitadores fizerem em média 4 sessões por mẽs, então alcançaríamos 28 milhões de jogadores ou a mesma meta na metade do tempo.
Isto significa que é perfeitamente viável que a maioria dos facilitadores realizem muito mais que 2 sessões por mês, principalmente por que receberão prêmios, e assim, é perfeitamente viável que sejamos capazes de criar 14 milhões de empregos em até menos de 1 ano. Só precisamos trabalhar no recrutamento destes facilitadores com a ajuda das redes acadêmicas, das redes sociais, mas também, da sua ajuda.
Fora isso, o empreendedor também estará se filiando a uma rede de suporte intelectual e financeiro ao seu projeto, e assim estaremos criando o maior fundo brasileiro dedicado à capacitação empreendedora e promoção da inovação no ensino médio e superior.
Como se envolver e ajudar
Você também pode participar desta gincana, de várias formas:
1. Jogador: vocẽ pode aprender a jogar #AJogada com o nosso curso gratuito de finanças pessoais. Se fizermos este curso sozinho passar de 20 milhões de visualizações no YouTube, este problema já estará sendo resolvido. Baixe aqui gratuitamente os materiais do nosso game-kit.
2. Mentor: empresários ao serem contatados por um facilitador (playmaster) pode ser um mentor, jurado, ou patrocinador de uma sessão, oferecendo prêmios aos vencedores.
3. Facilitador: você pode fazer o nosso curso e se tornar um facilitador. Faça seu cadastro aqui e aguarde o lançamento do vídeo curso em março.
Outras dúvidas?
Escreva para contato@ajogada.org